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Obras do antigo Comperj serão retomadas pela Petrobras – Diário do Rio de Janeiro

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Obras do antigo Comperj serão retomadas pela Petrobras – Diário do Rio de Janeiro

Área do Comperj – Foto: Divulgação

A Petrobras anunciou a retomada das obras de refino no Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí (RJ); o antigo Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). A informação foi divulgada nesta segunda-feira (6) pela petroleira, que assinou cinco contratos cujos valores chegam a R$ 9,6 bilhões em investimentos, segundo o site Agenda do Poder.

A diretoria da Petrobras aprovou a retomada das obras em 2023, com previsão de produzir diesel, querosene de aviação e lubrificantes com baixo teor de enxofre. Com o projeto, a companhia estima a geração de 15 mil empregos diretos e indiretos na região metropolitana do Rio.

A Petrobras assinou ainda acordos para o afretamento de navios de apoio à produção de petróleo em alto-mar. Juntos, os contratos somam de R$ 10 bilhões. O estaleiro Navship, em Navegantes (SC), será o responsável pela construção das embarcações, que devem se entregues entre 2029 e 2030. A operação dos navios ficará a cargo da Bram Offshore.

Pelo projeto da companhia, o conteúdo local mínimo deve atingir 40% na construção e 60% na operação. Mas, segundo a petroleira, a Bram Offshore almeja chegar até 80% e 90%, respectivamente; gerando 1.500 empregos diretos e 5.400 indiretos, e fortalecendo a cadeia de fornecedores nacionais.

Gás do pré-sal e novo ciclo industrial

O Complexo Boaventura ganhou uma unidade de tratamento de gás natural, para otimizar o escoamento da produção do pré-sal. Parte do insumo será convertido em matéria-prima para a indústria petroquímica, com o objetivo de reforçar a atuação do complexo como centro de integração energética e industrial fluminense. Os nomes dos vencedores das licitações relacionadas aos novos contratos ainda não foram divulgados pela estatal.

Prejuízos bilionários desde a paralização das obras em 2015

As atividades de refino da estatal no antigo Comperj estavam paralisadas há quase dez anos por conta de um esquema de corrupção denunciado pelo ex-diretor da companhia Paulo Roberto Costa à Operação Lava Jato.

O esquema revelado pelo executivo em sua delação premiada mostrou a atuação de um cartel de empreiteiras que dominava grandes obras da Petrobras. Com isso, a estatal paralisou as atividades do então Comperj em 2015, o que gerou prejuízos avaliados em US$ 14 bilhões – quase R$ 80 bilhões na cotação atual, segundo dados do Tribunal de Contas da União (TCU) de 2022.

Para a conclusão das obras, a Petrobras deve gastar R$ 13 bilhões, segundo a atual presidente da estatal Magda Chambriard, que anunciou a retomada do projeto em setembro de 2024. Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ironizou as indagações sobre os elevados custos da retomada: “A pergunta correta é: quanto custou deixar o projeto parado desde 2018?”, desafiou Lula, esquecendo-se de que as obras foram interrompidas em 2015.

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Fonte: diariodorio.com

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