A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) já articula antecipar para esta sexta-feira (27) a eleição do novo presidente da casa. Favorito, o pré-candidato ao governo Douglas Ruas (PL) teria, segundo aliados, cerca de 40 votos — mais do que os 36 necessários para vencer.
O regimento prevê que o pleito pode acontecer em até cinco sessões, mas os deputados querem encurtar o prazo para colocar o novo presidente no cargo o quanto antes. E motivo da pressa são as recentes declarações do presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, que está no exercício do governo.
Couto afirmou, em entrevistas, que pretende fazer uma “limpa” na administração estadual, com corte de secretarias e cargos considerados desnecessários.
Como o vice da chapa anterior e atual presidente em exercício, Guilherme Delaroli (PL), não integra a linha sucessória do estado, a eleição de um novo presidente da Alerj garante aos deputados prioridade na ordem do comando do Executivo.
Cassação imediata de Bacellar determinada pelo TSE destravou eleição de novo presidente
Rodrigo Bacellar (União) já havia sido afastado do cargo por uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da operação que investiga a ligação entre o poder público e a facção criminosa Comando Vermelho.
Como foi cassado por determinação do TSE nesta terça-feira (24), o ex-presidente, que antes estava apenas afastado, perdeu seu mandato como deputado estadual e foi declarado inelegível por oito anos. Seu vice, Delaroli, não pode mais ocupar interinamente a presidência da casa.
A expectativa é que a decisão que determinou a vacância do cargo ocupado por Bacellar seja enviada para a Alerj nas proxímas horas. Com isso, a eleição pode ser convocada imediatamente.
Pelo regimento interno, a eleição deve ser feita em sessão extraordinária e com voto aberto.

