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Política

Governo do Rio nomeia, para Casa Civil, servidor acusado de desviar verba do Fundo de Saúde da PM e cobrar propinas da Lei Seca

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Governo do Rio nomeia, para Casa Civil, servidor acusado de desviar verba do Fundo de Saúde da PM e cobrar propinas da Lei Seca


A reorganização da estrutura interna da Casa Civil, decretada pelo ex-governador Claudio Castro (PL) nesta segunda (23), abriu espaço para a nomeação de novos servidores para a pasta nesta terça (24) — entre eles, um velho conhecido do governo estadual, que acumula acusações por desvio de verbas públicas.

O servidor em questão é o Orson Welles da Cruz, que assumiu o cargo de Ajudante I nesta terça. O novo auxiliar da Casa Civil responde a uma ação civil, movida pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) em 2018, por improbidade administrativa.

Servidor oferecia vagas em programas como Lei Seca e Segurança Presente em troca de propina

A denúncia acusa Welles de usar seu cargo e influência política no antigo PMDB para receber vantagens financeiras indevidas de interessados em trabalhar em projetos estaduais, incluindo programas de grande visibilidade da Polícia Militar, como as operações Lei Seca e unidades da Segurança Presente na região central do Rio.

Segundo a petição inicial, o servidor pedia, em propina, valores que variavam de R$ 3 mil a R$ 13,5 mil por interessado em contratos ligados aos programas. Em troca, ele teria prometido garantir vagas nessas operações através de interferência direta em ações da pasta.

Antes, servidor já tinha sido citado em acusações envolvendo ‘Máfia da Saúde’ na PM

Além do processo de 2018, Orson Welles também foi acusado, em 2015, de envolvimento com a chamada “Máfia da Saúde”, esquema que desviou mais de R$ 14 milhões do fundo de saúde da PM do estado. Segundo as denúncias, ele teria feito a intermediação entre empresas e a cúpula da PM para direcionar contratos de serviços e materiais médicos.

O grupo incluía oficiais de alta patente e foi acusado pelos desvios em um período de alta nos relatos de desabastecimento na assistência médica prestada aos policiais.

Um dos episódios investigados por ligação com o esquema envolve uma iniciativa citada pelo servidor, que tinha a proposta de apoiar policiais feridos. Na época, a polícia identificou indícios de uso da estrutura para fins políticos e para desvio de verbas.

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