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PF busca empresário, filho de ex-prefeito do Rio, por suspeita de comprar e vazar dados sigilosos da esposa de Alexandre de Moraes

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PF busca empresário, filho de ex-prefeito do Rio, por suspeita de comprar e vazar dados sigilosos da esposa de Alexandre de Moraes


A Polícia Federal (PF) procura, desde o início da manhã desta quarta-feira (01), o empresário carioca Marcelo Paes Fernendez Conde, de 65 anos, filho do ex-prefeito do Rio e ex-vice-governador Luiz Paulo Conde — morto em julho de 2015 aos 80 anos. Marcelo é suspeito de comprar e vazar dados sigilosos de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

De acordo com PF, a nova fase da Operação Exfil pretende apurar um esquema de “obtenção ilícita de declarações fiscais sigilosas de autoridades públicas e de seus familiares, mediante acesso não autorizado aos sistemas da Receita Federal do Brasil”.

O ministro Alexandre de Moraes expediu um mandado de prisão preventiva e seis de busca e apreensão no Rio e em São Paulo — todos ligados ao empresário Marcelo Conde.

Marcelo Conde é suspeito de encomendar os dados ao contador Washington Travassos de Azevedo, preso em outra fase da operação

As investigações apontaram indícios de que dados fiscais protegidos de ministros da Corte, do Procurador-Geral da República (PGR) e de seus familiares teriam sido acessados indevidamente.

De acordo com a Procuradoria Geral da República foram acessados dados de 1.819 contribuintes, entre os quais pessoas vinculadas a ministros do STF, do Tribunal de Contas da União (TCU), de deputados federais, ex-senadores, ex- governador, dirigentes de agências reguladoras, empresários.

O empresário Marcelo Conde é suspeito de encomendar os dados de Viviane Barci ao contador Washington Travassos de Azevedo, que já foi preso em outra fase da operação por determinação do STF.

Depoimentos apontam que ele teria fornecido listas de CPFs e realizado pagamentos em espécie, no valor de R$ 4.500, para receber as declarações fiscais obtidas de forma ilícita.

‘Reconstrução das cadeias de eventos e identificação de outros possíveis envolvidos’

Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, destacou a necessidade da busca e apreensão para a “reconstrução das cadeias de eventos e identificação de outros possíveis envolvidos”.

“A apreensão de dispositivos eletrônicos revela-se medida indispensável, uma vez que comunicações por aplicativos de mensagens e registros em nuvem podem evidenciar a extensão da atuação do investigado”, destacou o relatório da autoridade policial acolhido pelo relator.



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