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Política

MPRJ denuncia cinco agentes públicos e empresários por fraudes em licitação em Silva Jardim

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MPRJ denuncia cinco agentes públicos e empresários por fraudes em licitação em Silva Jardim


O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou cinco agentes públicos e empresários por associação criminosa para o direcionamento de licitações no município de Silva Jardim, causando um prejuízo aos cofres públicos estimado em mais de R$ 14 milhões. O MPRJ também obteve mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos nesta segunda-feira (06).

Entre os denunciados e alvos da operação ‘Carona Espúria’ estão o ex-subsecretário de Transportes e ex-policial militar Carlos Roberto Soares Nunes Júnior, apontado como um dos responsáveis pelo esquema; o ex-secretário de Administração Hugo Thiengo Kreisher; o então subsecretário de Obras, Valdair de Souza Matos; e os empresários Jonathas Souza dos Santos e Wilson César de Oliveira, da empresa J & W Transportes, Locação e Serviços Ltda. Todos responderão pelos crimes de associação criminosa e fraudes licitatória.

De acordo com o MPRJ, os secretários municipais, junto aos empresários, estruturaram um procedimento administrativo viciado, ignorando alertas técnicos e jurídicos sobre a ilegalidade da contratação, com o objetivo de beneficiar a empresa J & W Transportes. Para isso, o município dispensou a devida licitação e aderiu irregularmente a uma ata de outro município, cujo objeto era distinto.

A cidade de Silva Jardim precisava celebrar um contrato para a prestação de serviço de transporte de pessoas e, para tanto, aderiu a uma ata cujo serviço era de transporte escolar, em flagrante desvio de finalidade, segundo os promotores de Justiça.

Prejuízo causado ao erário municipal é estimado em mais de R$ 14,3 milhões

Para o MPRJ, as irregularidades comprometeram a competitividade e culminaram, novamente, na contratação da mesma empresa, evidenciando atuação coordenada e reiterada dos envolvidos.

O que ocorreu por meio dessa licitação direcionada, segundo a denúncia, aponta para a prática de superfaturamento: a empresa dos denunciados passou a cobrar mais do que o dobro por quilômetro em relação ao valor acertado pouco mais de seis meses antes. O prejuízo causado ao é estimado em mais de R$ 14,3 milhões — valor apurado a partir dos contratos firmados e pagamentos realizados entre 2022 e 2025.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) requereu medidas cautelares de bloqueio e sequestro de bens dos investigados, com o objetivo de assegurar o ressarcimento dos danos



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