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Política

Zambelli chama Moraes de ‘ditador’ em carta escrita na prisão

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A defesa da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), presa na Itália, divulgou nesta semana uma carta escrita à mão pela parlamentar. No texto, ela se refere ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como “um ditador”. Afirma, do mesmo modo, manter “a consciência tranquila de quem é inocente”.

Agentes da Interpol detiveram a liberal na semana passada depois de dois meses no exterior. Moraes expediu mandado de prisão, que estava em aberto no Brasil. A deputada responde por condenação a dez anos de prisão por uma suposta invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Zambelli: “Cabeça erguida” e mensagem religiosa

“Quero me pronunciar e dizer que estou sendo forte e corajosa, mantenho a fé e a cabeça erguida, uma consciência tranquila de alguém inocente”, escreveu Zambelli. Da mesma forma, acrescentou que “o Brasil é um país abençoado” e declarou: “Nenhum ditador nos colocará de joelhos”. Ela encerrou a carta com uma citação bíblica do livro de Filipenses: “Tudo posso naquele que me fortalece”.

Depois de denúncia de um político de esquerda, a polícia encontrou a parlamentar em um apartamento em Roma, no final de julho. A brasileira passou por audiência de custódia, que manteve a prisão. Desde então, Zambelli segue na penitenciária feminina de Rebibbia, na periferia da capital italiana. A audiência marcou o início do processo de extradição, que exige várias etapas e pode se prolongar por meses, segundo especialistas em direito internacional.

Com a abertura do processo, o caso seguirá à Corte de Apelação de Roma, onde tanto a Justiça italiana quanto os advogados de Zambelli apresentarão seus argumentos. A decisão sujeita-se a contestação posterior na Corte de Cassação, instância máxima do Judiciário italiano.

Mesmo com o aval judicial, a palavra final sobre a extradição cabe ao Ministério da Justiça da Itália, que pode recusar o pedido por razões de natureza política. O governo italiano atual, liderado por Giorgia Meloni, tem afinidade ideológica com a direita brasileira, o que pode influenciar a análise do caso.

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Ainda que a extradição seja autorizada, a defesa poderá recorrer à Justiça administrativa, incluindo o Tribunal Administrativo Regional e o Conselho de Estado. Especialistas avaliam que o trâmite pode se estender por até dois anos. No entanto, existe a possibilidade de que a deputada seja solta antes da conclusão do processo, especialmente se forem identificados entraves de ordem política.

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Fonte: revistaoeste.com

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