Igreja Nosso Senhor do Bonfim e Senhora do Paraíso/Reprodução: Internet
Localizada em São Cristóvão, próximo à Avenida Brasil, a Igreja do Nosso Senhor do Bonfim e Senhora do Paraíso, foi construída em em 1850, em um terreno cedido por Dom Pedro II. O espaço é de grande importância religiosa e cultural para a cidade do Rio de Janeiro, sendo tombada pelo município desde 2007, e precisa de uma revitalização urgente.
O templo católico pertencia à Irmandade do Nosso Senhor do Bonfim e Nossa Senhora do Paraíso, que foi dissolvida. A Igreja então foi devolvida à Arquidiocese do Rio de Janeiro (ArqRio), que se tornou responsável por sua administração após uma disputa judicial.
Entre os templos católicos cariocas, a Igreja do Nosso Senhor do Bonfim e Senhora do Paraíso é considerada uma das mais especiais. Apesar disso, a instituição sofreu diversos furtos de arte sacra. Alguns desses objetos, inclusive, teriam sido removidos por membros da própria Irmandade extinta.
Em um dos seus momentos mais dramáticos, a Igreja da Zona da Norte carioca foi alvo de um grande desrespeito religioso e patrimonial, após um transeunte flagrar o furto do seu sino. Com grande desfaçatez e certeza de impunidade, os ladrões puseram um pneu de trator na frente do templo e sobre ele lançaram a peça. Avisada, a ArqRio impediu que o sino fosse levado pelos ladrões. Desde então a instituição luta para manter a histórica igreja.
Em 2021, o DIÁRIO DO RIO noticiou que o templo, então fechado há 10 anos, teve a sua restauração iniciada sob o comando da Arquidiocese. Segundo o veículo, “o espaço estava totalmente degradado com lixo acumulado. O altar estava sem peças sacras, pois foram roubadas. As paredes do templo estavam a ponto de despencar, e por isso o local foi interditado em 2018 pela Defesa Civil”.
O movimento de revitalização, no entanto, esbarra em dificuldades por por falta de verbas. A histórica Igreja voltou ao antigo estado de degradação, assim como o seu entorno. O que causa preocupação ao comissário responsável pela igreja, Padre Álvaro, que aponta a construção de uma estação de BRT, que vive vazia, como um dos fatores da deterioração da região, segundo o Diário do Porto.
Ainda segundo veículo, para tentar reverter a depreciação da Igreja do Nosso Senhor do Bonfim, o religioso usou recursos da paróquia para contratar um arquiteto, que elaborou um projeto para revitalização do equipamento. O plano, que foi aprovado pela Fundação Parques e Jardins, nunca foi posto em prática por falta de recursos.
Ainda assim, Padre Álvaro ainda tem esperança de que a situação do templo sensibilize as autoridades públicas ou a iniciativa privada: “Queremos que o Bonfim volte a acolher os devotos e a ser um espaço de fé e tradição”, disse o religioso.