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Menina de 10 anos é morta por cachorro da família dentro de casa móvel no Reino Unido

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Uma menina de 10 anos morreu após ser atacada pelo cachorro da família, um American Bully chamado Biggie, dentro da caravana onde morava em Malton (North Yorkshire, Reino Unido). A mãe da criança encontrou a filha com ferimentos graves no pescoço e o animal “coberto de sangue”. Apesar da intervenção de vizinhos e da tentativa de socorro de serviços de emergência, Savannah Bentham não resistiu e morreu no local.
Antes do ataque, Savannah estava brincando em um parque próximo e, de acordo com a família, tinha uma relação “próxima e amorosa” com o cachorro, que nunca havia apresentado comportamento agressivo. O incidente aconteceu enquanto a mãe havia saído por alguns minutos para buscar ajuda com um botijão de gás mal conectado, deixando a filha sozinha com o animal dentro da caravana.
O Tribunal do Coroner de North Yorkshire (Reino Unido) ouviu detalhes sobre a rotina da família. O inspetor-chefe Matt Wilkinson, da polícia local, explicou que o pai de Savannah havia saído para trabalhar, deixando a menina com a mãe e o cachorro. Durante a tarde, o avô da criança foi até a caravana para conectar um novo botijão de gás para o aquecimento.
“Quando tentaram usar a água quente, percebeu-se que o botijão não havia sido conectado corretamente. Tracey (mãe da vítima) foi procurar Mark, o avô, para voltar e resolver a situação. Nesse momento, Savannah estava assistindo televisão com Biggie, sem nenhum sinal de alerta. Quando eles retornaram, encontraram Biggie atacando Savannah”, relatou Wilkinson.
O cachorro vivia com a família há quatro anos e estava registrado, castrado e microchipado, conforme a lei, além de ter recebido permissão especial para permanecer com a família mesmo após mudanças na legislação britânica que restringem a posse de American Bullies, válida desde janeiro de 2025.
O inquérito apontou que o animal não apresentava problemas comportamentais anteriores e que exames indicaram não haver nenhuma condição de saúde que justificasse a agressão súbita.
O médico legista Jon Heath afirmou: “Savannah morreu em consequência dos ferimentos infligidos pelo cachorro da família, um American Bully. Essa é a minha conclusão neste inquérito. Quero expressar minhas condolências à família de Savannah.”
A família de Savannah divulgou um comunicado dizendo estar “totalmente chocada e devastada”. “Não conseguimos acreditar que perdemos nossa filha, que amamos tanto. Agradecemos a todos pelo apoio e pedimos que a privacidade de nossa família seja respeitada enquanto lidamos com nossa perda”, afirmaram.
A diretora da escola primária onde a menina estudava, em North Yorkshire, Rachel Wells, lembrou que Savannah era uma aluna exemplar e participativa: “Perdemos uma menina de apenas 10 anos, que vinha à escola todos os dias com um sorriso e muita alegria. Ela era amiga de todos e gostava de aprender.”
Um morador do parque de caravanas ao lado da casa relatou ter ouvido os gritos de Tracey após o ataque e tentou auxiliar a família. Keith, aposentado de 68 anos, disse: “Ouvi os gritos: ‘Meu bebê, meu bebê, meu bebê morreu’. Foi um som que não vou esquecer. Sabia imediatamente o que havia acontecido e disse à minha esposa: ‘Acho que o cachorro matou a menina.’”
Ele acrescentou que Savannah era uma criança alegre, educada e inteligente, lembrando que estava sempre brincando e participativa, e que a família era conhecida e respeitada no local.
*estagiário sob supervisão de Fernando Moreira
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Fonte: extra.globo.com

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