Inspirado na trajetória de uma das figuras mais significativas da música brasileira, o recital cênico “Chiquinha Gonzaga e seu legado”, realiza circulação em espaços populares do Estado do Rio. Com o patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro (Secec/RJ), a montagem é uma celebração à trajetória revolucionária da musicista que lançou a primeira marchinha de Carnaval no Brasil.
O espetáculo já passou pelos teatros Firjan Sesi Caxias e pelo Feso, em Teresópolis, e conta com interpretação de Raquel Paixão, direção cênica de Elisa Lucinda e direção musical de Maria Teresa Madeira, a obra apresenta um repertório exclusivamente composto por Chiquinha Gonzaga, em um diálogo sensível entre música e teatro. Raquel Paixão interpreta a personagem, revelando curiosidades e momentos decisivos da sua caminhada feminista e abolicionista.
Ao longo do recital, o público é convidado a revisitar a história de Chiquinha, não apenas como uma artista de vanguarda, mas também como uma mulher negra em um Brasil marcado por desafios sociais e raciais. A pianista compartilha suas próprias vivências como mulher e artista negra, refletindo sobre a importância de dar visibilidade a essas narrativas no contexto da música clássica.
“A música de Chiquinha Gonzaga sempre esteve presente em minha vida. Tenho formação em música clássica, com bacharelado, mestrado e especialização em piano. Nesse ambiente, sempre tive na memória músicas como Corta-Jaca, Plangente, Lua Branca, além da marchinha de carnaval Ô Abre Alas, que faz parte do nosso universo cultural”, compartilha Raquel Paixão.
A diretora cênica e multiartista, Elisa Lucinda, reforça que o objetivo do recital cênico é o de promover o acesso à obra e biografia da compositora, explorando seu repertório musical e o conectando às diferentes fases de sua vida. Além disso, também investiga o contexto social carioca em que a compositora esteve inserida, através de análise das obras de teatro e música onde a maestra esteve presente como autora e colaboradora.
“O Brasil não tem produzido no seu imaginário a imagem da Chiquinha Gonzaga negra e o recorte que ela foi uma feminista, uma revolucionária, filha de uma mulher negra, teve que casar escondida com seu pai porque ele era burguês e ela negra. Essas questões que nunca foram problematizadas nas produções que ela não foi representada como negra”, pontua Elisa.
SERVIÇOS
Espetáculo Chiquinha Gonzaga e seu legado
10 de outubro, Sexta-feira, às 18h
Rua Graham Bell, 89 – Vila Mury, Volta Redonda – RJ
16 de outubro, quinta-feira, às 19h
Casa do Choro (RJ) – Rua da Carioca, 38 – Centro, Rio de Janeiro – RJ
17 de outubro, sexta-feira, às 9h
Av. Pref. João Chiesse Filho 312, Centro, Barra Mansa – RJ