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Não é mais um João-Ninguém: o fenômeno João Fonseca dominou 2025

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Não é mais um João-Ninguém: o fenômeno João Fonseca dominou 2025

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Era um garoto que não sabia quem são os Rolling Stones (os Beatles, sim) e que gosta mesmo é do rapper cearense Matuê. Como quem andava distraído por aí, viajando e treinando, de raquetes a tiracolo, ele inaugurou o ano na posição de número 145 no ranking mundial do tênis — encerra o glorioso 2025 lá em cima, em 24º lugar. Surpresa, sim, mas não para quem acompanha o esporte. Terminou a temporada com 42 partidas oficiais, 26 vitórias e 16 derrotas. Tem 1,75 milhão de dólares a mais no bolso (não que precisasse, porque o pai é um renomado investidor do mercado financeiro). E então, aos 19 anos, o garoto carioca virou esperança real, possível herdeiro de dois gigantes históricos brasileiros, Maria Esther Bueno e Gustavo Kuerten. Ganhou dois torneios de alto nível, o ATP 250 de Buenos Aires e o ATP 500 da Basileia. Levou também os challengers de Camberra e Phoenix, competições de menor pontuação. Disputou os quatro torneios de Grand Slam — em Wimbledon e Roland Garros chegou até a terceira fase. Mas ficará para sempre marcado, como cartão de visitas de quem chegou chegando, pelos 3 a 0 que cravou contra o russo Andrey Rublev, então 9º do mundo, na primeira rodada do Aberto da Austrália, em janeiro.

A estrada será longa, e 2026 tende a ser decisivo, a passagem da infância para a idade adulta na modalidade. “Ele chama minha atenção já faz mais de oito meses”, disse o campeoníssimo americano Andre Agassi em setembro. “Vê-lo jogar é uma loucura.” O saque potente e o forehand matador são marcas indeléveis de um tenista que veio para tentar o impossível, por ora: ousar enfrentar o espanhol Carlos Alcaraz e o italiano Jannik Sinner. É desafio e tanto, mas a aventura já começou. “As pessoas acham que só porque ele venceu torneios importantes neste ano e ganhou de grandes oponentes, já vai entrar no top 5”, disse o sérvio Novak Djokovic. “Às vezes pode acontecer, mas é normal oscilar entre altos e baixos.” Não há dúvida: no ano que se encerra, o Brasil e o mundo conheceram e reconheceram um atleta que pode tudo, um sujeito que começou como um joão-ninguém e agora tem nome e sobrenome, aqui citado pela primeira vez: João Fonseca.

Publicado em VEJA de 24 de dezembro de 2025, edição nº 2976

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Fonte: veja.abril.com.br

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