A CBF lança programa inédito de profissionalização para árbitros, com R$195 milhões de investimento. 72 profissionais da Série A terão salários, bônus por performance, capacitação mensal e avaliações sistemáticas. O PRO visa aprimorar a arbitragem brasileira, com ranking, monitoramento e consequências para erros, prometendo uma nova fase para o esporte.
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A CBF anunciou nesta terça, 27, o primeiro Programa de Profissionalização da Arbitragem (PRO) nacional. Serão contemplados inicialmente 72 árbitros com R$195 milhões de investimento para o biênio de 2026/27. Os profissionais serão avaliados sistematicamente e passarão por capacitações mensais, além de participarem de um ranking atualizado por rodada e estarem passíveis de rebaixamento ou promoção anual.
O modelo foi desenvolvido pelo Grupo de Trabalho de Arbitragem da CBF liderado por Netto Góes, que apresentou as mudanças na . Os árbitros serão remunerados com salários mensais, taxas variáveis e bônus por performance, e deverão se dedicar prioritariamente à atividade, mas sem a obrigação de exclusividade. Neste primeiro momento, o modelo é voltado para a Série A do Brasileirão, que começa nesta quarta, 28, enquanto os árbitros podem atuar em outras competições durante o ano.
Dos 72 profissionais escolhidos, 20 são árbitros centrais (11 deles do quadro da Fifa), 40 são assistentes (incluindo 20 da Fifa), e 12, também da Fifa, atuam como VAR. Os árbitros serão avaliados por observadores e uma comissão técnica contratada pela CBF, recebendo notas e sendo ranqueados a cada rodada. A composição das notas considera variáveis como controle de jogo, aplicação das regras, desempenho físico e clareza na comunicação. A partir desta avaliação eles estarão passíveis a rebaixamento e promoção daqueles que se destacaram na temporada.
Anualmente, passarão por quatro avaliações com testes físicos e simulação de jogo. Os pioneiros da profissionalização da arbitragem brasileira vão dispor de planos individualizados, com uma rotina semanal de treinos, e estarão sob monitoramento tecnológico.
“Estruturado em quatro pilares estratégicos, o Programa de Profissionalização da Arbitragem (PRO) inaugura uma nova fase no futebol brasileiro. A iniciativa atende a uma demanda histórica do esporte e está em sintonia com o anseio de clubes, dirigentes, atletas, árbitros e, principalmente, dos torcedores”, disse Netto Góes, presidente do GT de Arbitragem. São os pilares do PRO: “Estrutura Geral”, “Excelência com Saúde”, “Capacitação Técnica” e “Tecnologia e Inovação”.
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Os árbitros receberão planos individualizados, com uma rotina semanal de treinos, e estarão sob monitoramento tecnológico com smartwatch.
O protocolo de afastamento será de 28 dias em caso de erro grave, com retorno a uma divisão anterior. A CBF pode rescindir o contrato unilateralmente em caso de recorrência de falhas. Em caso de reprovação na avaliação trimestral, o profissional ficará sem trabalhar pelos próximos três meses, recebendo apenas o valor fixo do salário.