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Painel de ex-jogadores discute sanções a quem cobrir a boca durante discussão em jogo

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Painel de ex-jogadores discute sanções a quem cobrir a boca durante discussão em jogo

O painel da Fifa formado por ex-jogadores discute aplicar sanções a atletas que cobrirem a boca em discussões em campo. A iniciativa vem à tona após o caso de racismo contra Vinícius Júnior do Real Madrid, que acusou o adversário Gianluca Prestianni de ofendê-lo no jogo de ida entre as equipes nos playoffs da Champions League na última terça, 17. Na ocasião, o argentino cobriu a boca com a camisa para falar com o brasileiro, que logo em seguida fez as denúncias ao árbitro do jogo.

O ex-jogador do Manchester United, Mikaël Silvestre é um dos membros do Fifa Player’s Voice Panel e foi o porta-voz do painel sobre o caso.

“Estamos tratando de buscar vias para sancionar os jogadores que taparem a boca. Uma coisa é falar de algo tático com companheiros ou ter uma discussão casual, mas [neste caso] estava claro o ódio de um jogador a outro. Possivelmente, vamos precisar sancionar este tipo de conduta, se você coloca a mão em frente à boca ou cobre com a camisa, como ele [Prestianni] fez”, afirmou o francês em entrevista à Sky Sports da Inglaterra.

Mikaël Silvestre em reunião do Player's Voice Panel da FIFA
Mikaël Silvestre em reunião do Player’s Voice Panel da Fifa (Player’s Voice Panel/FIFA)

“É difícil para o árbitro ter provas do que aconteceu para que haja uma investigação rápida, porque o jogo de volta é em sete dias, e se for possível provar algo [de racismo], o jogador [Prestianni] não deveria atuar. Deveria haver uma grande suspensão, ir a um programa de educação porque este tipo de conduta não é possível”, continuou.

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Em caso similar, o zagueiro tcheco Ondrej Kudela do Slavia Praga foi suspenso por dez partidas por proferir insultos racistas contra o adversário finlandês Glen Kamara, do Rangers, em 2021, em jogo da Liga Europa. O acusado negou as denúncias, mas foi punido após a investigação da UEFA ouvir testemunhas que confirmaram a versão da vítima. A sentença foi proferida 26 dias depois do incidente.

Durante a partida entre Real Madrid e Benfica, o protocolo antirracismo da Fifa, implementado desde 2024, foi acionado, mas após cerca de dez minutos de paralisação o jogo foi retomado normalmente. 

Silvestre elogiou a postura do árbitro francês François Letexier, no entanto, enxerga espaço para melhora da medida: “O juiz fez certo ao parar o jogo e ele usou o gesto [de acionamento do protocolo antirracista] que todos deveriam conhecer. A questão é que o gesto é mais projetado para os fãs, para proteger os jogadores dos fãs com atitudes ofensivas. Entre os jogadores, infelizmente, eles deveriam receber mais educação e sanções, como neste caso em particular, o jogador do Benfica está ofendendo Vini e cobrindo sua boca, então precisamos trabalhar melhor [no protocolo] porque não é perfeito”, disse o ex-jogador. 

https://veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Players-Voice-Panel.avif?resize=1080,565&crop=1

Fonte: veja.abril.com.br

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