Presidente do diretório estadual do PSD no Rio, o deputado federal Pedro Paulo pediu, em caráter de urgência, uma audiência com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para tratar da prisão do vereador Salvino Oliveira (PSD).
O parlamentar também confirmou que o partido acionou o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para contestar a forma como a prisão aconteceu. Representantes da sigla acusam o governo estadual de usar a ação policial para perseguição política.
“É uma máfia que está instrumentalizando a polícia para prender adversários. Não há qualquer prova contra ele, a não ser o fato de ser morador de comunidade e uma conversa de um terceiro com um quarto citando o nome de Salvino, que não tem sequer resposta. Vamos até as últimas consequências para cobrar responsabilidades por essa prisão”, disse Pedro Paulo.
Pedro Paulo comparou prisão de Salvino ao caso do ex-juiz da Lava Jato
O parlamentar disse que pretende conversar, também, com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet. Ele disse que pretende conversar com Moraes por conta da atuação do ministro na relatoria da ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”.
Pedro Paulo comparou o caso da prisão de irregularidades envolvendo o ex-juiz Marcelo Bretas, que foi responsável pelas investigações da Operação Lava Jato no Rio. O ex-magistrado foi acusado de ceder informações sigilosas para prejudicar o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), na campanha para o governo estadual em 2018 e, assim, favorecer a campanha de Wilson Witzel.
“Estamos vivendo algo parecido com o que o ex-juiz Marcelo Bretas fez – e terminou afastado pelo Conselho Nacional de Justiça”, disse o deputado.
Prefeito do Rio também denunciou ‘uso político’ de ação da Polícia
Salvino foi preso por acusações de negociar com o traficante “Doca”, um dos líderes do Comando Vermelho, para conseguir autorização do tráfico para realizar campanha eleitoral em uma comunidade dominada pela facção. Segundo a investigação, o político teria oferecido, em troca, que a facção controle quiosques comerciais na Gardênia Azul.
O governador Cláudio Castro (PL) reagiu à prisão em postagem chamando Salvino de “o braço direito do Comando Vermelho dentro da Prefeitura do Rio”. Paes rebateu acusando o governador de “uso político” das forças policiais.
“O que não dá para aceitar é o que venho denunciando há muito tempo: o uso político das forças policiais comandadas pelo governador Cláudio Castro. E muito menos a infiltração do crime organizado na política, um dos problemas centrais da grave crise de segurança pública que vivemos no Estado do Rio”, afirmou.
Com informações da rádio “CBN”.