A Polícia Federal identificou mensagens em que o deputado Thiago Rangel (Avante), preso preventivamente nesta terça-feira (5) durante a 4ª fase da Operação Unha e Carne, oferecia de vagas de emprego em órgãos da Educação estadual para conhecidos do traficante “Júnior do Beco”.
Segundo a investigação, Júnior — Arídio Machado da Silva Junior — é apontado como um criminoso de “alta periculosidade”, com histórico que inclui processos e condenações por homicídio, tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Thiago Rangel teria oferecido duas vagas na Educação
A investigação aponta que há uma relação entre Thiago Rangel e o traficante. Em trecho da representação, a PF afirma que “foi notada conversa (…) em que é possível observar que Arídio possui relação íntima com THIAGO RANGEL, sendo-lhe disponibilizada por este (deputado) duas vagas de trabalho como ‘auxiliar de serviços gerais’ para indicações, aparentemente em órgãos públicos da área de educação”
De acordo com a PF, um interlocutor ligado ao parlamentar recebeu uma planilha com dois nomes indicados por Júnior do Beco: a irmã do traficante e uma mulher que já havia sido alvo da Operação Roncador, deflagrada em 2006 contra um esquema de tráfico de drogas em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.
Os diálogos teriam ocorrido em junho de 2021.
Em nota, a defesa de Thiago Rangel afirmou ter recebido a prisão com surpresa e disse que está analisando o conteúdo da investigação. Os advogados declararam que o parlamentar nega irregularidades, confia nas instituições e irá prestar esclarecimentos no processo. Também destacaram que conclusões antecipadas são indevidas antes do acesso integral aos elementos que embasaram a decisão judicial.
Com informações do jornal “Oglobo”.

