A Polícia Federal investiga um suposto esquema de “caixa 2” que teria sido prometido por Rodrigo Bacellar (União) ao deputado estadual Thiago Rangel (Avante) para financiar a campanha eleitoral de sua filha, Thamires Rangel (PMB), à Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes.
Segundo a PF, o valor disponibilizado chegaria a R$ 2,9 milhões e também teria como destino outros candidatos ligados à base política do parlamentar na cidade, como Dimisson Bombeiro (PMB).
A investigação é parte da 4ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta terça-feira (5), que resultou na prisão de Thiago Rangel.
Mensagens no celular de Thiago Rangel e relatório de operação anterior justificam suspeita de ‘caixa 2’
A suspeita de uso do chamado ‘caixa 2’ ganhou força após a análise de mensagens trocadas entre o deputado e o operador financeiro do grupo, Luiz Fernando Passos de Souza, e o resgate indícios de irregularidades já apontados em uma apuração anterior.
No relatório final da Operação Postos de Midas, a Polícia Federal registra uma “escancarada compra de votos, durante a campanha de THAMIRES RANGEL, que teria sido patrocinada, em parte, pelo ex-Deputado Estadual RODRIGO BACELLAR”.
Thamires Rangel foi a vereadora mais jovem eleita no Brasil e assumiu como subsecretária de Estado aos 19 anos
Em outubro do ano passado, o então governador Cláudio Castro (PL) nomeou Thamires Rangel para o cargo de subsecretária estadual de Ambiente e Sustentabilidade, quando ela tinha 19 anos. Porém, Thamires foi exonerada pelo governador em exercício Ricardo Couto no último mês.
Após deixar o posto, a jovem anunciou nas redes sociais seu retorno ao mandato de vereadora de Campos dos Goytacazes. Ela foi eleita em 2024 com cerca de 5 mil votos, tornando-se a mais jovens do país a conquistar o cargo naquele ano.

