Escritores da Academia Macaense de Letras participam da 28º Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que está acontecendo desde o último dia 4 e vai até o próximo 13, no Distrito Anhembi. A edição deste ano reúne 269 expositores e tem a expectativa de receber mais de 700 mil visitantes, sendo o maior evento literário da América Latina e um dos mais relevantes encontros do livro, da cultura e da economia criativa no cenário internacional.

Os autores de Macaé/RJ, Rildo Loureiro, Héverton Quintes, Daiana de Souza, Margarete Monteiro e Andrea Pessanha celebram na Bienal de São Paulo, a literatura e a cultura, participando de sessões de autógrafos, lançamentos de antologias e exposição de seus livros.

Três escritores da AML apresentam uma obra coletiva em que a poesia é o ponto de encontro. Rildo Loureiro (poeta, professor, psicólogo e psicanalista); Héverton Quintes (professor, poeta) e Andrea Pessanha (jornalista e letróloga com especializações em literatura brasileira, cultura Afro-Brasileira e Indígena) são coautores da antologia poética “Alma em Palavras V”, da Editora Conejo e celebram o lançamento da obra.

– Estar na Bienal do Livro de São Paulo tem sido uma experiência muito especial. É impressionante estar em um espaço dessa dimensão, cercado por livros, autores, editoras e, principalmente, por tantos leitores. A Bienal é realmente um grande ponto de encontro de quem vive e acredita na literatura. Desta vez, a experiência tem um significado ainda maior para mim, porque não estou aqui somente como visitante. Vim participar do lançamento da antologia. Ver um texto nosso materializado em livro e sendo apresentado em um evento dessa importância traz um sentimento muito bonito de realização e pertencimento -, pontuou o professor e acadêmico Héverton Quintes

A prata da casa macaense de letras que foi levar a literatura produzida em nossa região para a bienal paulista, fazendo lançamento de livro e autografando é formada pelas acadêmicas Daiana de Souza e Margarete Monteiro. Daina, que é roteirista, escritora e professora mestra em História, autografou no estande E80, da Editora Malê, neste 7 de setembro, o infantojuvenil “Jornal dos Tigres”. A professora, pedagoga, psicopedagoga e diretora geral do Liceu de Humanidades de Campos, Margarete, faz o lançamento de sua nova obra: “Senzala: feridas abertas”, pela editora Scortecci.

– Estou pela segunda vez aqui na Bienal do Livro de São Paulo. Este evento é uma ótima oportunidade para encontrar leitores, autores, editores, estreitar laços e construir novas relações no mercado editorial -, disse Daina, roteirista dos curtas e autora de narrativas que colocam no centro as experiências, afetos e resistências de pessoas negras. Ela constrói histórias que transitam entre drama e verdade, criando personagens marcantes e potentes, a partir de Macaé.

Para a escritora Margarete, a bienal é um momento ímpar de muita literatura. “A senzala não ficou no passado. E é com imensa alegria, que anuncio minha nova obra pela Scortteci Editora. Neste livro, mergulho nas memórias e nas vivências que revelam como a escravidão moldou o Brasil, e como ela continua viva nas relações de poder, no racismo e na exclusão. Este livro foi inspirado no pé de jambo do Liceu de Humanidades de Campos e nas paredes que viram a nossa história, esta é uma obra sobre dor, memória, resistência e futuro. Aqui, a senzala fala. E, quando ela fala, o Brasil inteiro é chamado a ouvir”, ressaltou.

Sobre a AML – A instituição fundada em 1963, por Antonio Alvarez Parada (autor do hino de Macaé), carinhosamente conhecido como Tonito, foi reativada em 2025, ano do seu centenário, marcando um novo e importante capítulo de sua história, consolidando-se como símbolo de tradição literária e compromisso com a cultura de Macaé.

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Lourdes Acosta – Jornalista (DRT/MTE 911 MA)

Escritora/acadêmica da AML Cadeira 37

Macaé, 09/09/2026.

Fonte: www.rjnewsnoticias.com.br

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