Greve paralisa mais de 20 plataformas na Bacia de Campos

A greve dos trabalhadores terceirizados de manutenção e montagem na Bacia de Campos (RJ), deflagrada na manhã desta sexta-feira (18), afeta atividades de apoio técnico em mais de 20 plataformas marítimas e bases terrestres. A paralisação é organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Pintura Industrial, Construção Civil e do Mobiliário (SINTPICC-RJ).
A expectativa é que o movimento se intensifique e mobilize novos setores na luta pela transição do regime de embarque para o modelo 14×21, além da reabertura das negociações da Convenção Coletiva de Trabalho para garantir reajuste de 15% e auxílio-alimentação de R$ 1 mil.
O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) também está engajado. Em nota, a entidade manifestou solidariedade aos trabalhadores, detalhando o início da paralisação por tempo indeterminado e a importância da mobilização na luta por direitos: “A greve foi deflagrada após um período de negociações envolvendo a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2026/2027”.
O Sindipetro realça que está acompanhando o desdobramento e completa: “De acordo com informações divulgadas sobre o movimento, os trabalhadores rejeitaram a proposta patronal em Assembleia Geral Extraordinária e aprovaram a paralisação por tempo indeterminado”.
Por outro lado, a Petrobras adota uma postura de monitoramento e reforça planos de contingência com as empresas contratadas, garantindo que as plataformas em produção seguem operando dentro da normalidade e que o movimento paredista não provocou impactos no volume de extração de hidrocarbonetos ou no abastecimento do mercado nacional.
INÍCIO DA GREVE – Articulados em um movimento que engloba profissionais de manutenção e montagem industrial com atuação em bases terrestres (onshore) e em plataformas marítimas (offshore), os trabalhadores terceirizados do setor de petróleo iniciaram a paralisação com mobilização por volta das 7h30. A concentração aconteceu em frente ao Aeroporto de Macaé, principal polo de embarque da região.
A decisão pela greve foi consolidada em Assembleia Geral Extraordinária, após a rejeição da proposta patronal para a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2026/2027. A categoria reivindica um reajuste salarial de 15%, a elevação do vale-alimentação para R$ 1 mil e uma mudança profunda na jornada de trabalho.
O principal impasse regulatório gira em torno da escala de serviço: os terceirizados demandam a transição do modelo atual de 14 dias embarcados por 14 dias de folga (14×14) para o regime de 14 dias de trabalho por 21 dias de descanso (14×21), igualando o benefício usufruído pelos funcionários próprios da Petrobras.
O movimento é pacífico e conta com o apoio institucional do Sindipetro-NF, que emitiu nota defendendo a legitimidade da organização coletiva e a solidariedade entre os diferentes segmentos da indústria petrolífera.
Fonte: www.rjnewsnoticias.com.br
