Novos blocos na Bacia de Campos podem aquecer petróleo em Macaé

A Bacia de Campos ganhou três novas áreas para futuros projetos de exploração de petróleo e gás, em um resultado que pode movimentar ainda mais a cadeia de fornecedores ligada ao setor no Norte Fluminense. Os blocos Magnetita e Hematita foram arrematados pela Prio, enquanto a Petrobras ficou com Azurita. O resultado saiu nesta quarta-feira (7), durante o 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção, promovido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Para Macaé, referência regional na indústria de óleo e gás e sede da Petrobras na região, a expansão das áreas exploratórias reforça a importância estratégica da cadeia offshore e abre espaço para novas demandas de empresas que atuam como fornecedoras de produtos e serviços para as operadoras.
Os três blocos fazem parte da Bacia de Campos, uma das principais regiões produtoras de petróleo do país. Ao todo, sete dos 13 blocos ofertados no leilão foram arrematados. As outras quatro áreas vencedoras ficam na Bacia de Santos.
Leilão prevê R$ 778 milhões na fase de exploração
O certame garantiu R$ 530 milhões em bônus de assinatura e estabeleceu investimentos mínimos de R$ 778 milhões durante a fase exploratória. Essa etapa antecede uma eventual produção e exige uma série de serviços especializados, o que pode ampliar a movimentação econômica em diferentes segmentos ligados à indústria de petróleo e gás.
O certame garantiu R$ 530 milhões em bônus de assinatura e estabeleceu investimentos mínimos de R$ 778 milhões durante a fase exploratória. Essa etapa antecede uma eventual produção e exige uma série de serviços especializados, o que pode ampliar a movimentação econômica em diferentes segmentos ligados à indústria de petróleo e gás.
Entre as atividades previstas estão levantamentos e processamento de dados sísmicos, afretamento de embarcações, fornecimento de fluidos e equipamentos de perfuração, além da construção de poços.
A composição dos vencedores também reuniu grandes grupos do setor. Além de Prio e Petrobras, participaram das áreas arrematadas empresas como Equinor, CNOOC, Sinopec e Galp.
Outro destaque do leilão foi o ágio sobre o excedente em óleo destinado à União. Em uma das áreas, o percentual chegou a 45 vezes o mínimo estabelecido, resultado superior ao registrado no 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha, realizado em 2025.
Firjan vê oportunidade para cadeia industrial fluminense
A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) avalia que a continuidade da atividade exploratória é importante para a reposição das reservas brasileiras e para a geração de oportunidades em toda a cadeia produtiva.
A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) avalia que a continuidade da atividade exploratória é importante para a reposição das reservas brasileiras e para a geração de oportunidades em toda a cadeia produtiva.
“A indústria precisa de previsibilidade para planejar suas atividades e estar inserida nas oportunidades de compra das operadoras das áreas de exploração e produção de petróleo e gás”, afirmou Karine Fragoso, gerente geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da entidade.
O Rio de Janeiro permanece entre os principais produtores e detentores de reservas de petróleo e gás do país. Para a Firjan, os novos projetos podem sustentar a demanda por fornecedores e contribuir para a continuidade das atividades offshore.
O estado ainda possui 19 blocos confrontantes, total ou parcialmente, que poderão ser arrematados no 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, também realizado nesta quarta-feira.
Fonte: www.rjnewsnoticias.com.br
