Atualmente, é o presidente da República quem nomeia o comandante da entidade. A escolha não passa por análise de nenhum outro Poder.
Rosana ainda sugere que o mandato dos novos líderes do IBGE tenha início no terceiro ano de gestão do presidente da República. A medida propõe uma duração de quatro anos para os mandatos dos chefes da entidade, visando a conduzir “uma transição mais suave entre os governos”.
A deputada argumenta que as mudanças devem “garantir mandato fixo e estabilidade ao presidente e ao corpo do IBGE”.
Nesse sentido, a medida “fortalece a autonomia administrativa das entidades, mitigando a indesejada ingerência política e/ou governamental em questões de natureza eminentemente técnica”.
A gestão de Pochmann foi alvo de denúncia por parte de servidores do instituto. Eles acusam a direção do IBGE de, por exemplo, fazer propaganda governamental. Também há críticas públicas sobre a ideia de se criar uma fundação atrelada à entidade, o que recebeu o apelido de “IBGE paralelo”. Diante da polêmica, o governo desistiu de implantar tal fundação.
Novas regulamentações para exoneração no IBGE
O texto apresentador por Rosana Valle, protocolado na quarta-feira 5, também altera os critérios para a demissão do presidente e dos diretores do IBGE. De acordo com o projeto, a medida só deve ser tomada por iniciativa própria ou em caso de incapacitação por enfermidade.
A norma que valida a demissão no IBGE se aplica, conforme o projeto da deputada, a quem receber condenação com sentença definitiva ou por órgão colegiado. A punição inclui casos de improbidade administrativa ou crimes cujas penas resultem na proibição de ocupar cargos públicos.
“Para alcançar o objetivo da estabilidade dos mandatos dos dirigentes do IBGE, as hipóteses de exoneração dos cargos de presidente e diretoria passaram a ser restritas”, afirma Rosana, em trecho da proposta. “De maneira semelhante a como acontece hoje com o Banco Central.”