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Expedição Rio-Cartagena busca pistas de Percy Fawcett, arqueólogo que virou Indiana Jones no cinema e desapareceu no Brasil há 100 anos – Diário do Rio de Janeiro

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Foto: Divulgação

Um século após o desaparecimento do lendário explorador britânico Percy H. Fawcett nas selvas amazônicas, a produtora Guayamu Cultural segue em uma expedição inédita para revisitar sua trilha e desvendar os mistérios que ainda cercam sua jornada. A bordo de um projeto ambicioso, a equipe saiu do Rio de Janeiro no dia 1 de setembro e está percorrendo mais de 30 mil quilômetros em sete países da América do Sul — Brasil, Chile, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia e Argentina — mapeando mais 50 sítios arqueológicos milenares em busca de pistas e histórias que remontam às civilizações pré-colombianas.

Fawcett é simplesmente o cara que inspirou George Lucas e Steven Spielberg a criarem o Indiana Jones. E esse cara desapareceu no Brasil“, conta Maurício Acklas, idealizador do prometo e líder da expedição.

A jornada completa 100 dias nesta semana e está sendo registrada em uma série documental de episódios diários, legendados em inglês e espanhol, com exibição gratuita no YouTube. A proposta alia investigação histórica com entretenimento e tem como objetivo ampliar o interesse global pelo turismo cultural e científico nos destinos sul-americanos, com forte ênfase no Brasil.

“Nosso objetivo é investigar a fundo como se deu a formação das civilizações em nosso continente. É nossa sexta expedição. Esta, inédita. Vamos a campo, com rigor e paixão, para revisitar os sítios mais enigmáticos da América do Sul e, quem sabe, lançar nova luz sobre mistérios ainda não decifrados“, disse Acklas.

Inspirada pela obsessiva busca de Fawcett pela mítica “Cidade Z”, a expedição busca mais do que os rastros do coronel britânico: pretende revelar um Brasil profundo, ancestral e enigmático. Com uma metodologia que combina estudos acadêmicos, expedições de campo e entrevistas com historiadores, arqueólogos e lideranças indígenas, a série constrói uma narrativa que conecta o passado ao presente com rigor e sensibilidade.

“Essa é uma história sobre exploração, mas também sobre escuta. Sobre recontar o passado a partir das vozes de quem vive nesses territórios. Queremos aproximar o público da história com uma linguagem acessível, sem abrir mão da profundidade”, explica Acklas.

Com passagens por locais icônicos como a Serra do Roncador, Cusco, Nazca e Tiwanaku, a série convida o espectador a uma imersão nos bastidores da exploração e da memória histórica. A proposta é envolver tanto o público interessado em mistérios e aventuras quanto estudantes, pesquisadores e viajantes em busca de experiências autênticas e transformadoras.

A produção também marca o centenário do desaparecimento de Fawcett, que se perdeu na floresta amazônica em 1925 durante sua última expedição. Sua figura — entre o cientista, o místico e o sonhador — tornou-se símbolo de obsessões, inspirando romances, expedições e até o cinema, como no filme “Z – A Cidade Perdida”, de James Gray.

Para os realizadores, essa é uma oportunidade de reposicionar o Brasil como epicentro de histórias fascinantes e ainda pouco exploradas. E, sobretudo, de recontar a história de Fawcett com o olhar de quem habita e conhece a floresta — e não apenas de quem se perdeu nela.

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Fonte: diariodorio.com

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