Marius Lindvik e Johann Andre Forfang da equipe da Noruega — já cumpriram suspensão e participarão das Olimpíadas (Jurij Kodrun/Getty Images)
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Um escândalo de fraude abala o salto de esqui norueguês às vésperas das Olimpíadas de Inverno. Técnicos alteraram trajes para vantagem aerodinâmica, gerando severas suspensões e desclassificações de atletas. A federação impôs novas regras para coibir manipulações futuras e garantir a lisura do esporte.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
O mundo dos esportes de inverno enfrenta as repercussões de um grave caso de fraude envolvendo uma tradicional equipe masculina de salto de esqui às vésperas das Olimpíadas de Inverno. Em uma decisão anunciada no último dia 15, a Federação Internacional de Esqui e Snowboard (FIS) suspendeu três oficiais da equipe técnica da Noruega por 18 meses, encerrando um capítulo sombrio que teve início durante o Campeonato Mundial de Esqui Nórdico de 2025, realizado em Trondheim.
O escândalo centrou-se na manipulação deliberada dos trajes de competição para obter vantagens aerodinâmicas ilícitas. Em março de 2025, vazou um vídeo anônimo mostrando os trajes sendo alterados em máquinas de costura sob a supervisão direta do técnico principal, Magnus Brevig. As modificações, que incluíam costuras reforçadas e ajustes de tamanho, visavam aumentar a sustentação dos atletas no ar, e estavam sendo feitas depois da inspeção dos uniformes, o que é proibido.
Como consequência imediata, os saltadores Marius Lindvik e Johann André Forfang foram desclassificados da prova de large hill; Lindvik foi destituído de sua medalha de prata e os resultados de Forfang foram anulados após inspeções confirmarem as violações.
Marius Lindvik e Johann Andre Forfang (à direita) da Noruega no Campeonato Mundial de Esqui Nórdico de 2025 em Trondheim (Christian Bruna/VOIGT/Getty Images)
A resposta institucional foi severa para a comissão técnica, mas permitiu o retorno dos atletas. Enquanto Lindvik e Forfang aceitaram suspensões de três meses e multas — o que lhes permite competir nas Olimpíadas de Inverno de Milão-Cortina 2026 —, os treinadores Brevig, Thomas Lobben e o gerente de equipamentos Adrian Livelten foram demitidos pela federação nacional e suspensos pela FIS por 18 meses. O painel de ética da entidade reguladora classificou a fraude como “antitética aos valores do esporte”, aplicando sanções exemplares para desencorajar futuras infrações.
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O impacto do caso transcendeu a pista de salto. O evento em Trondheim, projetado para ser um sucesso, terminou com a reputação da organização manchada e um déficit financeiro milionário, exigindo um plano de resgate para evitar a falência. Buscando reconstruir sua imagem para os Jogos de 2026, a Noruega nomeou o ex-campeão mundial Rune Velta como novo técnico. Simultaneamente, a FIS implementou regras mais rígidas de controle de equipamentos, incluindo o uso de chips RFID nos trajes, para garantir a lisura das próximas competições olímpicas.