Combater estigmas, ampliar o conhecimento e fortalecer as políticas públicas para os autistas e neurodivergentes são as metas dos eventos que acontecerão simultaneamente nesta terça-feira (07), na Câmara Municipal do Rio, para celebrar o Mês de Conscientização do Autismo. Essa é a segunda edição do evento do Abril Azul no Palácio Pedro Ernesto, iniciativa do vereador Paulo Messina (PL) — presidente da Comissão de Acompanhamento das Políticas Públicas para autistas e Neurodivergentes.
“Queremos ver esta casa cheia, mas não só de famílias atípicas e pessoas engajadas na causa. É importante que a sociedade conheça um pouquinho do que é a rotina de uma família atípica, de um autista, de um neurodivergente. Não basta apoiar, tem que conhecer de perto para entender. Só assim teremos o apoio necessário para desenvolver e lutar por todas as políticas públicas e iniciativas indispensáveis para melhorar a vida dessas pessoas”, disse o vereador Paulo Messina, pai de gêmeos autistas.
Exposição, palestra, show e moções de louvor
Logo na entrada do Palácio, no saguão José do Patrocínio, os visitantes poderão conferir a exposição ‘Olhar Azul: Descobertas e Possibilidades’, que trará obras do artista gráfico Pedro Henrique Panza, de 23 anos, autista nivel 1. A exposição estará aberta ao público durante toda a semana. “Gosto de botar minha visão e meu questionamento para o mundo no papel e tinta”, explica o artista.
Já no auditório, a partir das 10h, duas palestras abordarão a experiência de uma família atípica e a inclusão de autistas. A primeira, ‘O autismo chegou na minha família! E agora?’, será realizada pela mãe atípica Faby Almeida, influenciadora e ativista. Em seguida, a neuropsicopedagoga Patrícia Carvalho dará ‘Um recado às famílias: Inclusão não é improviso. Como torná-la real?’, na segunda palestra do dia.
No salão nobre, a partir das 13h, haverá a entrega de moções de louvor e aplausos para servidores autistas, neurodivergentes e pais atípicos; terapeutas e educadores sociais que dedicam a carreira a desenvolver trabalho filantrópico de atendimento a autistas e neurodivergentes.
Ainda no período da tarde, a arte vai descer as escadarias do palácio, a partir das 15h, com o show de voz e violão do cantor e artista plástico Thor Khopperud; encenação sobre os cafezais brasileiros da Cia Milonga APAE-RJ — grupo de teatro musical formado por pessoas com deficiência — e uma roda de capoeira inclusiva.