O presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e pré-candidato ao governo do estado, Douglas Ruas (PL), defendeu a atuação das forças de segurança na Operação Contenção, realizada nos complexos da Penha e do Alemão, em outubro de 2025. A ação terminou com 122 mortos, incluindo cinco policiais.
Durante discurso em um evento sobre segurança pública promovido pelo União Brasil e pelo Instituto Índigo, na Fundação Getulio Vargas (FGV), o parlamentar afirmou que os agentes “cumpriram sua missão” no combate às facções criminosas que atuam nas comunidades da Zona Norte do Rio.
A operação teve como objetivo conter o avanço territorial do crime organizado e desarticular estruturas financeiras das facções. Ao todo, cerca de 2,5 mil agentes participaram da ação, que também resultou na prisão de 113 suspeitos.
Ao comentar o saldo da operação, Douglas Ruas elogiou os policiais envolvidos e criticou a ADPF 635, decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que estabeleceu restrições para operações em comunidades do Rio de Janeiro.
Segundo o presidente da Alerj, as limitações impostas pela medida contribuíram para transformar o estado em “refúgio” para criminosos vindos de outras regiões do país.