A Assembleia Legislativa do Rio publicou, no Diário Oficial desta sexta-feira (22), o edital de convocação de Wellington José, primeiro suplente do partido Podemos. Ele foi chamado para assumir o mandato na vaga de Thiago Rangel, preso desde o último dia 5.
Com a convocação, assinada pelo presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), e pelos demais membros da mesa diretora, a Federação União Progressista passa a ter uma cadeira a mais que o PSD do ex-prefeito e pré-candidato a governador Eduardo Paes.
E assume o posto de segunda maior bancada do Largo da Carioca.
PSD e União Progressistas estavam empatados na Alerj, com nove deputados cada um. Thiago Rangel e Wellington José disputaram a eleição de 2022 pelo Podemos, mas ambos já deixaram o partido.
O suplente, por ironia, até disputou a eleição para vereador do Rio em 2024, mas não se elegeu. Recentemente, filiou-se ao União Brasil — e, com isso, desempatou o jogo a favor da federação.
Número de deputados impacta na formação das comissões da Alerj
O tamanho da bancada é importante para decidir a composição das comissões da casa.
Thiago Rangel foi preso pela Polícia Federal no último dia 5, sob a acusação de participar de um esquema de fraudes em obras em escolas da rede estadual de Educação.
A prisão e o afastamento de Thiago Rangel
A mudança nas cadeiras do Legislativo fluminense é consequência direta dos desdobramentos da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal (PF) no início de maio. O deputado Thiago Rangel foi preso pela Polícia Federal, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Rangel e outros seis suspeitos são investigados por suposta participação em um esquema criminoso que envolve fraudes na compra de materiais e execução de obras na Secretaria Estadual de Educação, além de suspeitas de corrupção envolvendo a indicação de cargos políticos e fiscalizações de postos de combustíveis.
Moraes determinou que a prisão do parlamentar deveria ser mantida independentemente de qualquer deliberação ou votação de plenário da Alerj, afastando a tradicional imunidade parlamentar para o caso concreto.
A Alerj acatou a ordem judicial de afastamento e destituiu o gabinete de Rangel. Diante do afastamento prolongado, a mesa diretora resolveu, então, convocar o suplente para garantir a continuidade dos trabalhos legislativos e a representação partidária da vaga conquistada nas eleições de 2022.